06/12/2012 10:00

Oscar Niemeyer: 13 das maiores obras

O arquiteto mais famoso do Brasil foi um mestre em desenhar curvas no concreto armado, e levou poesia à paisagem das grandes cidades a partir da década de 1930. Sua extensa carreira foi laureada em 1988 com um Pritzker, considerado o Nobel da arquitetura, na única vez em que o prêmio foi dividido (no caso, com o norte-americano Gordon Bunshaft). Conheça abaixo os projetos que mantêm e manterão vivo o legado de Niemeyer em todo o mundo.

1. Ministério da Educação e Saúde, 1936, Rio de Janeiro
O então jovem Oscar Niemeyer sugeriu centralizar o prédio no terreno e aumentar de 4 m para 10 m os pilotis de sustentação. Os diretores do escritório de arquitetura a cargo da obra, Carlos Leão e Lucio Costa, aprovaram a ideia e a incorporaram na planta definitiva.

2. Conjunto da Pampulha, 1940, Belo Horizonte
Quando Juscelino Kubistchek foi eleito prefeito da capital mineira, convocou Niemeyer para projetar um bairro inteiro voltado ao lazer, com direito a cassino, clube, igreja e restaurantes.

3. Sede das Nações Unidas (ONU), 1947, Nova York
Uma comissão de dez arquitetos dirigida pelo norte-americano Wallace Harrison foi reunida para discutir e projetar a sede do mais importante órgão supranacional do planeta. Niemeyer hesitou em apresentar seu desenho, pois não queria contrariar um dos membros do conselho - ninguém menos que Le Corbusier. Só quando o franco-suíço cobrou que ele trouxesse suas ideias para a mesa, que Niemeyer se debruçou na proposta do colega, a quem admirava muito, e modificou os elementos principais do conjunto. O desenho foi aprovado com louvor por toda a equipe, inclusive por Le Corbusier.

4. Ibirapuera, 1951, São Paulo
O parque público de São Paulo, construído para ser o marco principal das comemorações do quarto centenário da cidade, possui um volume singular. Sua marquise faz uma ode à liberdade da forma, conectando os pavilhões, os espaços culturais e os de lazer do complexo.

5. Edifício Copan, 1951, São Paulo
A robustez do concreto armado é quebrada pela sinuosa leveza no projeto moderno, uma onda no centro da metrópole a homenagear São Paulo como nenhum outro marco fez até hoje.

6. Brasília, 1957
Niemeyer foi escolhido por Juscelino Kubitschek para traçar e erguer os edifícios governamentais em Brasília todos saídos da prancheta do mestre complementaram o conjunto após a inauguração oficial.

7. Sede do Partido Comunista Francês, 1965, Paris
Comunista de carteirinha, Niemeyer teve carta branca para definir a como seria sede do Partidão francês. O design nada usual, com a fachada curvada e o hall semienterrado, deixou o terreno livre para a brincadeira de formas.

8. Universidade de Constantine, 1969, Argélia
O brasileiro idealizou uma universidade mais humana, lógica e compacta, pronta para as modificações do futuro.

9. Passarela do Samba, 1983, Rio de Janeiro
Oficialmente chamada Passarela Professor Darcy Ribeiro e popularmente conhecido como Sambódromo, o centro do carnaval carioca localiza-se na avenida Marquês de Sapucaí, Rio de Janeiro, e nasceu com a missão de “dar ao povo o samba”.

10. Museu de Arte Contemporânea, 1991, Niterói
O terreno livre de construções realça as formas quase abstratas do prédio que parece flutuar sobre a paisagem. O museu faz parte do Caminho Niemeyer, um percurso de 3,5 km finalizado em 1997, dotado de espaços culturais cuja função foi revitalizar a parte central da cidade de Niterói, no Rio de Janeiro.

11. Museu Oscar Niemeyer, 2001, Curitiba
O hoje mundialmente conhecido "museu do olho" não nasceu com esse formato e nem tinha essa função. Inaugurado em 1978, era apenas um grande edifício modernista que abrigava algumas secretarias de estado. O olho é na verdade um anexo desenhado mais tarde e inaugurado em 2002, quando todo o complexo foi transformado em museu de arte e design.

12. Centro Administrativo de Minas Gerais, 2003
A construção de apenas três prédios para a sede do governo mineiro centralizou a administração estadual, barateou a proposta inicial, limpou a paisagem e, de quebra, garantiu um projeto ousado a Niemeyer: o palácio é totalmente suspenso por cabos de aço, formando um vão livre de 147 m.

13. Centro Cultural Principado de Astúrias, 2006, Avilés, Espanha
Quando recebeu a planta do centro cultural, Niemeyer imaginou de cara como tudo seria: o público assistindo a shows, enquanto outros percorrem as exposições no piso sobre o grande salão.

Fonte: Casa Vogue